Cardan gosta mesmo é de uma boa graxa.
- 22 de abr. de 2015
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O componente funcionará melhor e por mais tempo com a lubrificação adequada
Os eixos cardans transmitem a energia gerada pelo motor para o eixo diferencial, que, por sua vez, transfere esta força para as rodas. Imprescindível em caminhões, ônibus, máquinas e alguns utilitários 4X2 e 4X4, são compostos por flanges, cruzetas, ponteiras fixas ou deslizantes, mancais centrais ou luvas, além de outros componentes. Por conta de sua simplicidade e robustez, muitas vezes não recebem a atenção necessária, o que resulta em danos ao componente.
“Já está mais que provado que a manutenção corretiva é muito mais cara que a preventiva”, afirma Jair Silva, supervisor de serviços da Spicer.
O ponto principal é a lubrificação das partes móveis do cardan –cruzetas e ponteiras de luvas– que deve ser feita de acordo com a recomendação do fabricante e com a graxa adequada. “Alguns postos lubrificam com graxa de chassis. É essencial usar graxa de sabão de lítio (EP 2 - Extrema Pressão com grau de consistência 2), resistente à temperatura e à lavagem com água”, ressalta Silva.
“Produtos à base de silicone, graxas grafitadas e para chassis asseguram apenas proteção superficial, deixando a cruzeta com falta de lubrificação, diminuindo a durabilidade”, ensina.
Deixar o eixo cardan “a seco”, ou seja, sem lubrificação, ou usar um produto inadequado provocam desgaste prematuro dos componentes móveis, e o motorista pode ficar, literalmente, a pé.
A utilização do veículo influencia nos intervalos de lubrificação. Se o veículo circula na cidade, o ideal é fazer a cada 10 mil km ou um mês. Em uso rodoviário, os prazos podem ser maiores: até 20 mil km ou três meses, o que ocorrer primeiro. Em aplicações severas ou fora de estrada, a lubrificação deve ser feita a cada 15 dias.
Sem excessos. Se a lubrificação for feita com o auxílio de equipamento pneumático (ar comprimido), é preciso certificar-se de que a manutenção dos sistemas de drenagem e filtragem do compressor esteja em ordem. “A contaminação da graxa lubrificante com água e partículas abrasivas reduz consideravelmente a vida útil dos roletes e munhões das cruzetas”, adverte Silva.
Outra dica: não adianta colocar graxa em abundância na parte externa do cardan. O ideal é bombear o lubrificante novo até que ele saia pelas borrachas de vedação, retirando o excesso com um pano limpo. Caso isso não seja feito, os resíduos de graxa poderão acumular sujeira, o que acelera o desgaste das peças móveis. “A graxa precisa ser expulsa pelas quatro capas da cruzeta”, ressalta Silva. “Caso alguma capa não purgue, basta desapertar um pouco o sistema de fixação. Nas luvas com engraxadeira, o processo de lubrificação é praticamente o mesmo.”
Checagem final. Para deixar o sistema tinindo, avalie com frequência os demais componentes do eixo cardan. Silva explica que as capas das cruzetas não devem estar espelhadas (sinal de desgaste por rotação). “Na ponteira deslizante e luva, é preciso procurar folga entre os entalhados, travando uma peça e movimentando outra”, explica.
Garfo e terminal também não podem apresentar trincas ou folga nos olhais, e o tubo deve estar perfeito, com o peso de balanceamento e sem sinais de impacto. O mancal não pode ter trincas ou folga.
A verificação termina com um giro no cardan: se o rolamento não fizer barulho, pé na estrada!
FONTE:http://www.pellegrino.com.br/node/43077













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